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quarta-feira, 8 de junho de 2011

De volta ao tempo #5 - João Leite

Em 13 de Outubro de 1955 nascia João Leite da Silva Neto, conhecido apenas como João Leite.

Infância e adolescência

Filho de Waldemar Leite e de Geralda Leite, João Leite começou nas categorias de base do Galo. Na verdade ele não gostava muito de treinar e não era dedicado. Fez seu primeiro teste no Galo com apenas 15 anos, foi embora pois não teve oportunidades no clube.
Então João Leite foi jogar no time de sua família, o Alvorada.

Depois do Alvorada, o goleiro foi jogar no América-MG. Mas o técnico Barbatana do Atlético soube de João Leite e se interessou pelo jogador.

Início da Carreira no Galo

João Leite vestindo a camisa do Galo

E quando foi contratado pelo Atlético, João Leite mudou completamente seu jeito, ele treinava de manhã e à tarde com Ortiz.

"Aprendi muito com ele (Ortiz). Principalmente a necessidade de treinar muito para ficar em boa forma. No fim do ano, nas férias, pensei: O Ortiz pode voltar atrasado. Por isso continuei a treinar por minha conta. Não deu outra: Ortiz se atrasou. No teste de avaliação física fui o melhor de todos. Acabei titular nos amistosos em Goiás e Mato Grosso." Disse o jogador em uma entrevista.


Com a boa atuação de João Leite nos amistosos o técnico Barbatana passou a revesar Sérgio (também goleiro da base) e João Leite na reserva de Ortiz.
João Leite foi incluído na delegação que fez uma excursão para a Ásia e Europa. Na volta da excursão o goleiro machucou o dedo e ficou um mês sem conseguir treinar. Depois disso Ortiz saiu do time e Sérgio ficou titular.

E quando o técnico Barbatana confirmou Sérgio como goleiro titular contra o Remo, João Leite ficou aborrecido e bastante abatido. Mas sã nessas horas que aparecem os amigos de verdade, como o do ex-goleiro Mussula.
Mussula deu apoio quando João Leite mais precisou e não demorou muito e João Leite voltou ao time titular.

De reserva a ídolo da Massa


Por mais que João tivesse muito reflexo, fosse alto, muito técnico e tinha uma ótima colocação ele não conquistou a torcida tão rápido. João era inseguro nas saídas de bola e não tinha cordenação nas pernas, o que foi perfeitamente corrigido com o tempo e com treinos intensos.

João Leite, o "Goleiro de Deus"

João era membro da "Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte" e sua fé em Deus ajudou muito durante sua carreira. Para o goleiro, as vitórias ou derrotas são todas de acordo com a vontade de Deus e encontra forças para superar as derrotas em versículos bíblicos.

João Leite foi um dos fundadores do ministério "Atletas de Cristo", fundado em 1979, onde esportistas se reúnem e participam de eventos, que ligam religião e esporte, em várias sedes espalhadas pelo Brasil e por muitos outros países do mundo. "Começou pequeno, um grupo pequeno de seguidores e depois foi ganhando força", explicou o ex-goleiro. Costumava entrar em campo carregando uma bíblia e entregar a algum jogador, adversário ou não. Atitudes como esta, lhe rendeu o apelido "Goleiro de Deus".

"A maior alegria de minha vida foi ter sido hexacampeão pelo Galo, ter conquistado 11 títulos mineiros. Isso marcou muito minha vida. Até hoje, onde vou, em Minas Gerais, no Brasil, fora do país, as pessoas me reconhecem, lembram. O Atlético é um grande clube reconhecido em todos os lugares. Minha maior alegria foi ter servido o Atlético durante tantos anos, ter conquistado tantos títulos, tudo isso, foi muito importante. A maior tristeza foi a perda do título em 1977. Nunca teve uma coisa tão injusta no futebol. Naquela final, o Galo tinha 12 pontos na frente do São Paulo e foi vice-campeão invicto. Nem a final nós perdemos. Eu fiquei três dias sem dormir! Lembrava... Chorava... Foi muito triste, marcante!" Lembra o ex-goleiro.

João Leite foi expulso apenas uma vez defendendo as redes do glorioso. No jogo contra o Araguari-MG. Ele estava tentando evitar uma agressão ao lateral Alves do Galo e, sem querer, acertou um diretor do time rival. O juíz não entendeu o ato e o expulsou de campo.

Seleção

João Leite com a camisa da Seleção Brasileira

Com a camisa da Seleção, João Leite disputou apenas seis jogos oficiais. (segundo números do livro "Seleção Brasileira 90 anos", de Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf.) Foram duas vitórias, dois empates e duas derrotas. João Leite sofreu quatro gols nas seis partidas.

Números e títulos de João Leite

João Leite foi o atleta que mais atuou com a camisa do Galo. Ele fez 684 jogos, venceu 413, empatou 176 e perdeu 95. Sofreu 453 gols.

Em 1976 João Leite ganhou 2 títulos com o Galo: 1 Campeonato Mineiro e o Torneio Conde de Fenosa na Espanha.

Em 1977 João Leite venceu o Torneio de Vigo, também na Espanha.

Em 1978 venceu 1 Campeonato Mineiro e foi Campeão dos Campeões do Brasil.

Em 1979 venceu mais um Mineiro.


Em 1980 foi campeão do Torneio Costa do Sol na Espanha e mais uma vez Campeão Mineiro.

Em 1981 foi campeão Mineiro novamente e do Torneio Brasília 21 Anos.

Em 1982 foi novamente vencedor do estadual e do Torneio de Paris na França vencendo o PSG por 3 a 0 com direito a gol de placa de Reinaldo nas semi-finais e o Dinamo Zagreb na grande final. Mais tarde venceu o Torneio de Bilbao na Espanha.

Em 1983 venceu o Estadual e o Torneio de Berna, na Suiça.

Em 1984 foi campeão do Torneio de Amsterdã na Holanda.

Em 1985, 1986, 1988 e 1991 foi campeão Mineiro com a camisa do Atlético.

Em 1992 foi campeão da Copa Conmebol vencendo o Olímpia do Paraguai na final.

Sem contar que João Leite também foi vice campeão INVICTO com o Atlético em 1977 como mencionado acima no post. E em 1980.

No Galo, João já venceu a Seleção do Camarões por 6x1. A Seleção Búlgara por 3x2. A forte Iogoslávia por 1x0. A França de Platini e Trésor por 3x1. E a Seleção Colombiana por 6x1

Vida pós-carreira

João Leite e eu. Sim eu tive essa oportunidade de tirar uma foto com ele.

Após pendurar as chuteiras e já eleito vereador em Belo Horizonte, João Leite deu continuidade aos estudos e influenciado por seu pai e seu avô, formou-se Bacharel em História. Depois ingressou na vida da política e foi vereador em Belo Horizonte (1993/94), secretário municipal de Esportes, (1993/94), secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes (2003/04) e idealizador dos projetos "Campos de Luz" e "Casas Lares". Autor dos projetos de lei de Incentivo ao Esporte, de criação do Conselho Estadual do Idoso, e de proibição de fumar em espaços públicos fechados no Estado, todos transformados em normas jurídicas. Atualmente é Deputado Estadual em Minas Gerais.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

De volta ao tempo #4 - Raul Plassmann

Em 27 de Setembro de 1944 nascia Raul Guilherme Plassmann, conhecido apenas como Raul Plassmann

Início polêmico

Raul começou a sua carreira no Atlético Paranaense e logo foi para o tricolor São Paulo, fez nove partidas pelo clube paulista e se transferiu para o Cruzeiro.

Na sua estreia pelo time celeste, em 1965, como não havia uma camisa de goleiro que vestisse em Raul, ele teve de arrumar uma camisa emprestada, mas só tinha uma amarela de passeio do lateral Neco que servisse nele.

Na época, o uniforme preto era padrão de todos os goleiros, de modo que a camisa amarela de Raul acabou chamando muita atenção.

Muita gente começou a fazer piadinhas e ridicularizar seu nome, mas Raul não abaixo a cabeça e começou a se destacar com ótimas atuações defendendo o gol cruzeirense e logo caiu nas graças da torcida. Depois disso, Raul não usou outro uniforme sem ser o amarelo.

Vários títulos pelo Cruzeiro

Defendendo o Cruzeiro, Raul Plassmann foi penta-campeão mineiro (1965 a 1969) e a famosa Taça Brasil (1966).

Mas foi em 1976 que Raul ganhou seu título mais importante jogando no Cruzeiro. A Libertadores da América, que na época, o único time brasileiro que tinha esse título era o Santos de Pelé e companhia.

Cruzeiro foi campeão em uma final contra o forte River Plate, da Argentina, em três partidas.

Raul foi titular no Cruzeiro de 1965 a 1978 e fez 557 jogos no time mineiro. Em 1978, Raul tinha 34 anos, já era experiente e tratado como ídolo pela China Azul.

Ídolo também no Rio

Com 34 anos, Raul chegou a pensar em voltar para o Paraná e se aposentar, mas foi convencido pelo técnico Cláudio Coutinho a vir para o Flamengo em 1978 ser a voz da experiência em um time jovem formado por Zico, Júnior, Leandro e cia.

Vencedor de 3 Campeonatos Cariocas e 1 Campeonato Brasileiro, Raul já era tratado como ídolo pela torcida rubro-negra. Em 1981, Raul foi novamente campeão da Libetadores da America em uma final contra o Cobreloa, do Chile.

No Mundial Interclubes, o goleiro não tomou gol dos ingleses do Liverpool e com o talento de Zico, Adílio e Nunes, foi vencedor do título mais importante da sua carreira.

De fora da Copa do Mundo de 1982

Raul também tinha a sinceridade como ponto forte, apontava falhas de sua equipe em entrevistas e dizem que, por falar demais, foi preterido na seleção brasileira de 82. Em certa oportunidade, ele admitiu: “prefiro treinar pouco e jogar muito”. Para Telê Santana, foi o suficiente para não convocá-lo para o time de estrelas do Brasil. Raul admitiu em sua despedida que não disputar uma Copa do Mundo foi a maior tristeza da sua carreira.

Despedida

Em sua despedida, em 20 de dezembro de 83, num amistoso entre o Flamengo e a Seleção dos Amigos do Raul, formada por vários craques da época, aos 38 anos, o goleiro vestiu a camisa amarela pela última vez. Ao sair de campo, Raul a tirou e devolveu ao mesmo Neco.

Pós-Carreira - (fonte Site Oficial de Raul Plassmann e Wikipédia)

Depois que parou de jogar, Raul passou a trabalhar como comentarista esportivo da Rede Globo, aonde permaneceu durante anos. Em 1987, arriscou iniciar carreira de técnico de futebol, à frente do Cruzeiro, mas a experiência não deu certo. Continuou trabalhando como comentarista, até que fez uma nova tentativa de ser treinador, em 2003, no comando do Juventude. Repetindo o fracasso anterior, desistiu de vez da idéia, aceitando tornar-se dirigente do Londrina, já no ano seguinte. Pouco tempo depois, contudo, Raul desistiu de ser cartola e voltou a trabalhar como comentarista esportivo na Rede Record e Rádio CBN, nas filiais de Curitiba. Mais tarde, ainda função de comentarista, reintegrou-se à Rede Globo, quando passou a trabalhar para os canais SporTV e PFC.

Nesse ano, volta a defender as cores do Cruzeiro. Dessa vez, o antigo ídolo celeste vai trabalhar nas categorias de base do clube e será o responsável pela subida de categoria dos atletas pratas da casa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

De volta ao tempo #3 - Dadá Maravilha

Gente, primeiramente queria dizer que estou com muito orgulho de ter a oportunidade de escrever sobre a vida desse eterno gênio que é Dadá Maravilha.


Em 4 de março de 1946 nasce Dario José dos Santos, mais conhecido como Dario ou Dadá Maravilha.

Infância e adolescência

Por mais que todo mundo pensa Dario nasceu em Marechal Hermes no subúrbio do Rio de Janeiro. Isso mesmo, Dadá não é Mineiro. Dadá perdeu sua mãe muito cedo, logo na infância viu sua mãe colocar fogo em seu próprio corpo. O pai sem condições para criar Dario e seus dois irmãos, deixou os meninos no Serviço de Assistência aos Menores, atual Funabem.

A morte da mãe e a ausência paterna tornaram Dario uma criança revoltada e sem muitos amigos. A sua única "companheira" era uma faca bem afiada que usava para defender dar surras dos meninos que zombavam de sua cara e também usava a faca para assaltar. Dadá gostava de roubar para machucar os outros. Ele queria que as pessoas sofressem porque ele sofria.

Costumava dormir em copas de árvores, pois era o único lugar em que sentia paz. Numa dessas noites dormindo em árvores, Dario viu o fantasma da mãe. Foi ela que o fez enxergar que ele não servia para esse tipo de vida. A partir deste dia, Dario começou a enxergar o mundo com outros olhos. Foi como se tivesse nascido de novo. E longe da violência, Dario descobriu o mundo da bola.

Foi na Escola Quinze de Novembro em Quintino, que Dario viu os meninos de sua idade jogando e resolveu entrar na brincadeira. Mas Dadá não tinha intimidade nenhuma com a bola.

E por incrível que pareça Dadá começou jogando como zagueiro, mas os jogadores de sua rua eram imbatíveis. O time era formado pelos irmãos Antunes, onde tinha nada mais nada menos que Zico no time.

Primeira oportunidade de sua vida

Em 1965 Dadá tinha 18 anos e estava servindo o Exército Brasileiro quando apareceu a oportunidade de sua vida: um campeonato de futebol. Na época Dadá estava na solitária por indisciplina, e se trouxesse o título ele seria retirado.

Dito e feito, Dadá foi campeão e ainda foi artilheiro. Depois de ver Dario jogar, um sargento com nome de Valdo colocou Dadá no juniores do "Campo Grande". Mas o time não era bom, na verdade o time era muito ruim e todos os jogadores incluindo Dadá foram dispensados. Dadá tentou vários outros times, mas não passava nos testes. Tentou o trabalho braçal cavando buracos para fincar postes de luz. O trabalho miserável fez com que procurasse Gradim, técnico daquela equipe do Campo Grande. Pediu para treinar em troca de comida e que se ele aceitasse teria um artilheiro no time.

"Muito impressionado, o Gradim me disse para voltar no dia seguinte, que eu ia comer no restaurante do presidente. Fui tomar café: pãozão com manteiga, cafezão num canecão.. Do almoço eu me lembro como se fosse hoje: bifão a cavalo, aqueles ovos estalados que pareciam dois discos voadores. Depois de uma soneca boa na arquibancada, fui para o vestiário e o roupeiro me deu uma chuteira número 40, com duas travas, e calço 42. Mas como pé de pobre não tem tamanho, fui para o campo com os dedos apertados. Recebi seis bolas e, como não dava para dominar, era dar bico para o gol. Três foram lá dentro; as outras três, no pé de São Pedro. Depois do treino o presidente falou: - Não disse que esse cara era ruim? - E o gradim continuou me defendendo: - Pode ser ruim, mas não é mentiroso. Pediu um prato de comida e disse que teríamos um artilheiro. Em seis chances ele fez três gols, a média dele é boa!" Declarou Dadá

“O Gradim foi sincero comigo, disse que eu tinha 800 defeitos e duas virtudes. Uma impulsão maravilhosa e uma velocidade incrível”

Foi então contratado pelo Campo Grande e seu primeiro salário foi 105 mil cruzeiros. Dadá disputou o campeonato mineiro de 1967 e foi o grande destaque da equipe. Passou a ser titular e seu salário praticamente dobrou. Como um salário bom para a época, Dario já podia comprar coisas que não tinha antigamente em sua pobre casa em Marechal Hermes como talheres, pratos, lençol, cama e colchão.

Foi Jorge Tavares Ferreira, diretor do Atlético, que comprou o passe de Dario. As críticas e chacotas dos torcedores e dos próprios companheiros de time só faziam com que ele quisesse melhor

Dario ao encontro do Atlético

A história de Dadá com o Galo começou quando Jorge Ferreira, diretor do Galo na época, viajou para o Rio de Janeiro na intenção de contratar o meio-campo Carlinhos e foi convencido por um bêbado que estava na porta do Maracanã a assistir ao jogo do Campo Grande, porque ele precisava de um artilheiro para fazer concluir as jogadas de Carlinhos, e o nome certo para o Galo era Dario. Naquela tarde Dario fez três gols em um jogo e o diretor atleticano levou ele para Belo Horizonte.

O Início da carreira no Galo

No ínicio Dadá não tinha muito crédito com a torcida e nem com os companheiros de equipe. Amargou um ano e meio na reserva (de 68 a 69). Dadá disse uma vez que poderia vencer a forte equipe do Cruzeiro que tinha craques como Tostão, Evaldo, Piazza e Pedro Paulo e que era necessário apenas treino e que alguém acreditasse nele. Foi motivo de piada entre os outros jogadores do elenco alvinegro. O único que não riu de Dadá foi seu companheiro Ronaldo Drumond que acreditou em suas palavras e no seu potencial.

Foi com a chegada do técnico Yustrich, em 1969 que Dadá teve sua primeira grande chance no Galo. Sob novo comando, passou a ter treinos intensivos todos os dias, duas horas antes dos outros jogadores. Eram 150 cabeçadas e pelo menos 200 chutes a gol por dia. Depois de provar para Yustrich que poderia ser um grande goleador, Yustrich começou a levá-lo como reserva aos jogos. Dadá entrou em dois, um contra o Valério e outro contra o Tupi.

Faltando poucos minutos de jogo e com o Galo perdendo, Dadá conseguiu reverter o placar dando a vitória ao Galo.

E não demorou muito para que Dadá ficasse com fama de artilheiro. Dadá tinha fama de fazer gols de qualquer jeito, de nuca, de joelho, de bico e claro parando no ar. Dadá logo virou ídolo da torcida alvinegra que o tratava como um deus.

De Marechal Hermes para o mundo

Em 1969 aconteceu um jogo. O jogo foi "Atlético vs Seleção Brasileira" que na época era conhecida como "As Feras de Saldanha". O jogo terminou com

vitória do Galo. O gol da vitória foi de Dario. Ano seguinte tinha Copa do Mundo e quem era o técnico? João Saldanha que tinha uma certa implicância com Dadá e não o convocou, causando assim, revolta entre todos os brasileiros fãs de futebol.

Era época de ditadura no país e o jornalista Armando Nogueira, entrevistou o general Médici, que ocupava a presidência. Como certos assuntos eram censurados, Nogueira perguntou sobre futebol e Médici elogiou Dadá. No dia seguinte circulava por todo o país a manchete “O presidente quer Dario no lugar de Tostão”. Ao ser questionado sobre isso, Saldanha respondeu que “o presidente escala o ministério e eu escalo a seleção”. Resultado: Saldanha perdeu o cargo de técnico, Zagalo assumiu e o que parecia impossível alguns anos antes aconteceu: Dadá foi o único jogador, até hoje, convocado para a Seleção Brasileira por um Presidente da República.

Dadá foi convocado, mas não participou de nenhum jogo da Copa do Mundo de 1970 em que o Brasil se tornou Tri-Campeão.

No ano seguinte Dadá fez o gol mais importante da história do Atlético. O Gol do primeiro e único Campeonato Brasileiro do Galo. Veja o gol abaixo:




Em 73 Dadá foi jogar no Flamengo, para a tristeza de todos os atleticanos. Quando veio jogar no Mineirão contra o Galo, ao invés de revolta, a torcida ficou feliz ao ver Dadá, mesmo que no time adversário. Assim que ele entrou em campo todos começaram a gritar seu nome. Ele voltou a jogar no Atlético em 1974 e 1978.

Durante 21 anos de carreira passou por 16 times. Não importava para onde ia, Dadá era o ídolo das torcidas, mas de coração, é um eterno atleticano.

Depois da carreira de jogador...

Dadá encerrou sua carreira aos 40 anos de idade e resolveu ser treinador. Treinou a Ponte Preta e depois treinou times do interior. Passou pelo Flamengo de Varginha, em Minas Gerais, logo depois foi para o Tiradentes de Brasília. De lá foi para o Ipiranga de Macapá, no Amapá, onde chegou a ser campeão estadual. Ainda no Amapá, comandou no ano seguinte, o São José que não vencia o estadual há 23 anos, levando-o à campeão naquele ano. Saiu do Amapá e foi comandar o Ji-paraná, de Rondônia, onde foi novamente campeão estadual. Seguiu para o interior de São Paulo no comando do Comercial de Registro, onde encerrou sua breve carreira como treinador.Hoje Dadá é comentarista do programa Alterosa Esporte, da Alterosa.

Alguns dados de Dadá

Em 290 jogos, se tornou o segundo maior artilheiro do clube, ao marcar 211 gols. Atuando pelo Sport, em 1975, Dario conquistou uma façanha jamais alcançada por qualquer outro jogador brasileiro. Marcou 10, dos 14 do Sport numa partida contra o Santo Amaro-PE, pelo Campeonato Pernambucano.

Abaixo algumas famosas frases de Dadá Maravilha:

“Não existe gol feio, feio é não fazer gol;”

“Com Dadá em campo não tem placar em branco;”

“Não me venham com a problemática que eu tenho a solucionática;”

“Três coisas que param no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá;”

"Dadá não é eterno sua história é que é eterna;"

“Deus porque envelheceste Dadá Maravilha? Isso é pecado;”

"Tem duas coisas que Dadá não sabe fazer: jogar futebol e perder gols;"

"Preocupei-me tanto em fazer gols que não tive tempo de aprender a jogar futebol;"

Por onde Dadá jogou:

Campo Grande-RJ - 1967/1968

Atlético - 1968/1972

Flamengo-RJ - 1973/1974

Atlético - 1974

Sport-PE - 1974/1975

Internacional-RS - 1976/1977

Ponte Preta-SP - 1977/1978

Atlético - 1978/1979

Paysandu-PA - 1979

Náutico-PE - 1980

Santa Cruz-PE - 1981

Bahia-BA - 1981/1982

Goiás-GO - 1983

Coritiba-PR - 1983

América-MG - 1984

Nacional-AM - 1984/1985

XV de Piracicaba-SP - 1985

Douradense-MS - 1986

Comercial de Registro-SP - 1986

Títulos

Pelo Atlético Dadá ganhou 2 Campeonatos Mineiros (1970 e 1978) e 1 Campeonato Brasileiro (1971). Pelo Sport Dadá ganhou apenas 1 Campeonato Pernambucano (1975). Pelo Internacional Dadá ganhou 1 Campeonao Gaúcho e 1 Campeonato Brasileiro (ambos em 1976). Pelo Bahia Dadá ganhou um Campeonato Baiano (1981). E pelo Goiás que Dadá ganhou seu último título na carreira de jogador de futebol, um Campeonato Goiano (1983).

Pela Seleção Dadá foi campeão da Copa do Mundo de 1970.

terça-feira, 5 de abril de 2011

De volta ao tempo #2 - Tostão


Belo Horizonte, 25 de janeiro de 1947. Nasce Eduardo Gonçalves de Andrade, vulgo Tostão.

Infância e adolescência

Desde que nasceu, Tostão sempre foi apaixonado com futebol e logo na sua infância já jogava pelo time de várzea do bairro. Como ele era o menor e mais franzino do time, Eduardo recebe o apelido de Tostão (a moeda já era bem desvalorizada na época) e foi escolhido para jogar na ponta-esquerda, onde se especializou em chutar exclusivamente com a canhota.

Em 1962 com apenas 15 anos Tostão já jogava no Cruzeiro na equipe júnior de futebol de campo. No mesmo ano o jogador foi para o América, clube pelo qual seu pai torcia. Ele jogou apenas um ano por lá e voltou para o time celeste.

Reconhecimento, Taça Brasil de 1966 e Seleção Brasileira

Em 1966 que seu talento foi reconhecido quando ao lado de Dirceu Lopes, com quem formou uma das duplas de maior talento no futebol brasileiro de todos os tempos ganharam de Santos de Pelé, impondo uma goleada de 6 a 2, e conquistando em São Paulo, por 3 a 2, o título da Taça Brasil. Nascia o gênio e a primeira convocação para a Seleção.

O Técnico Vicente Feola convoca Tostão que com apenas 19 anos é um dos 47 convocados para a seleção que se preparava para a Copa do Mundo da Inglaterra. Naquele mundial aonde o Brasil foi um fiasco, o então jovem Tostão participou apenas de uma partida aonde o Brasil perdeu pela Hungria por 3 a 1, com gol dele.

Enquanto Tostão era conhecido pelo resto do mundo, em Minas ele faz o Cruzeiro ser penta campeão Mineiro de 1965 a 1969, um feito histórico.

Lesão

Em um jogo entre Cruzeiro e Corinthians o "Mineirinho de Ouro" como era conhecido domina a bola, mas não consegue evitar o choque com o zagueiro Castaños e machuca o olho esquerdo. Mas no dia 24 de setembro de 1969 outro lance viria a dividir a sua carreira. Jogavam Cruzeiro e Corinthians, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, no Pacaembu, a noite. Tostão recebe uma bolada no olho esquerdo chutada pelo zagueiro Ditão. O acidente causou descolamento da retina.

A preocupação não ficou só por conta da gigante torcida azul e sim de todos os Brasileiros, pois na véspera da Copa do Mundo de 1970 no México, Tostão foi submetido a uma ciurgia em Houston nos Estados Unidos.

Tostão joga ou não a Copa?

Esta era a pergunta mais ouvida em todo o País. Um jovem promissor de 22 anos, craque de bola, muito habilidoso, toques sutis, inteligência nos deslocamentos e na armação de jogo, artilheiro, considerado como um exemplo de jogador moderno, um dos maiores gênios do futebol mundial, passava bem, possuía o drible curto e sempre jogava de cabeça erguida, procurando a melhor jogada… tinha uma visão de jogo espetacular. Simplesmente um gênio. Não poderia ficar fora daquela Copa.

Saldanha caiu na seleção, deu o lugar a Zagallo. Zagallo não acreditava que Tostão poderia se recuperar faltando apenas três meses para a Copa do Mundo, nem mesmo os médicos acreditavam em sua recuperação.

Mas para a alegria da nação, de última hora, Zagallo convocou Tostão que foi sim para a Copa e jogou todas as seis partidas que deu o tri-campeão mundial para o Brasil. Muitos jornalistas e críticos da época apontaram Tostão como o craque daquela Copa.

Fim de sua curta carreira

Tostão fez sua última partida oficial pelo Cruzeiro jogando com a camisa 7 contra o Nacional de Uberaba, nesta cidade, em abril de 1972, pelo campeonato mineiro, que apontou o resultado final de 2x2.

Tostão não quis mais ficar no time da raposa pois não gostava do jeito disciplinado de comandar de Iustrich, então em Abril de 1972 ele foi para o Vasco da Gama por um valor altíssimo, o maior realizado entre times brasileiros até aquela época (3,5 milhões de cruzeiros ou US$ 535 mil).

Atuou no Vasco por um ano, mas um novo exame em Houston colocaria fim na sua carreira. O médico o aconselhou a parar, sob o risco de perder a visão. Com apenas 26 anos. Tostão marcou seu último gol no dia 10 de fevereiro de 1973, contra o Flamengo. Dezessete dias após um amistoso do Vasco com o Argentinos Juniors, Tostão anunciou o final de sua brilhante carreira, com 26 anos.

Tostão fez faculdade de medicina na UFMG de 1981 a 1997. No mesmo ano publica o livro "Lembranças, Opiniões, Reflexões sobre futebol". Atualmente é comentarista esportivo e escreve duas colunas semanais, publicadas em oito jornais brasileiros.

Alguns Dados de Tostão

Tostão tem a maior média de gols do Mineirão e nos oito anos que defendeu o Cruzeiro na "Era Mineirão" ele marcou um total de 143 gols no gigante da Pampulha

Artilheiro de 4 Campeonatos Mineiros seguidos (1965 a 1968).

Prêmios:

Bola de Prata Revista Placar: 1970
Melhor jogador sul-americano do ano eleito pelo jornal "El Mundo": 1971
6º Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS: 1999
14º Maior jogador Sulamericano do século XX pela IFFHS : 1999
58º Maior Jogador do Mundo do século XX pela IFFHS : 1999
53º Maior Jogador do Mundo do século XX pela revista inglesa World soccer : 1999

Curiosidade: O personagem Roberto Hongo da série "Super Campeões" foi inspirado nele.

terça-feira, 29 de março de 2011

De volta ao tempo #1 - Reinaldo

Fala torcedor mineiro, tudo tranqüilo?

Então, essa semana o nosso blog estreia vários quadros e um deles estreia hoje.

É o quadro "De volta ao tempo" que vai falar sobre os craques de antigamente que brilharam com as camisas do Atlético e do Cruzeiro. Nada melhor do que começar falando de Reinaldo, o maior jogador da história do Galo. Vamos lá?

Nasce um rei

Ponte Nova, 11 de janeiro de 1957. Nasce José Reinaldo de Lima, filho de Mário e Maria Coeli, o sexto de oito irmãos. Garoto de família humilde Reinaldo nasceu para ser rei, começando pelo nome.

Infância e adolescência

A sua paixão pela bola começou desde quando Reinaldo era criança, o "Rei" tinha uma técnica impecável e por isso não podia jogar com os garotos da sua idade já que desequilibrava. Então, Reinaldo treinava com os mais velhos.

Aos 14 anos, Reinaldo jogava no Pontenovense. Em 7 de setembro de 1971, o juvenil do Atlético, comandado por Barbatana, esteve em Ponte Nova para um amistoso. Barbatana foi à cidade para observar alguns jogadores, foi quando soube de Reinaldo: um menino que era um fenômeno, craque. O técnico Barbatana assistiu a um jogo de Reinaldo e quando viu o garoto jogar logo percebeu que não poderia deixar essa oportunidade escapar e logo trouxe ele para BH.

Em um jogo treino contra o time profissional do Atlético campeão de 1971 Reinaldo entrou na segunda etapa e aplicou dribles desconcertantes em jogadores consagrados da época como Dadá Maravilha, Humberto Ramos, Oldair, Vantuir e Grapete. Telê e Barbatana ficaram boquiabertos com o que viram.

Estreia no time profissional

Com apenas 16 anos, o adolescente estreava no time profissional. Sua estréia aconteceu no dia 28 de Janeiro de 1973, na derrota de 2 a 1 para o Valério no estádio do Mineirão. Naquele mesmo ano foi eleito revelação pela crônica esportiva mineira. Logo no ano seguinte Reinaldo já começava a sofrer com lesões no joelho. De acordo com ele, tudo foi conseqüência de um buraco no campo que pisou e teve torção no joelho esquerdo. Passou por uma cirurgia logo em seguida e teve o menisco interno extraído.

Ídolo do Galo

Em 1976 já era considerado Rei pelos torcedores e os gritos de “Rei, Rei, Rei! Reinaldo é nosso rei!” já era comum em todos os seus jogos. O Rei conquistou seu primeiro título ao ganhar de forma invicta o Campeonato Mineiro de 1976 e, dois anos depois, daria início ao hexacampeonato que o Atlético conquistou, entre 1978 e 1983.

Em 77, seu time encantou todos os que viram jogar. Um time que terminou o campeonato sem perder um jogo, mas que ficou apenas com o vice-campeonato, perdendo a final nos pênaltis para o São Paulo, que terminou a competição com 12 pontos a menos em um tempo que as vitórias valiam apenas 2 pontos.

O gol que valeu uma placa

Na partida Atlético 6 x 0 América-RN, válida pelo Campeonato Brasileiro de 1977, Reinaldo tabelou com Cerezo e recebeu a bola na entrada da área. Com um balanço de corpo, deixou a bola passar e levou o beque. Sem encostar na bola, Reinaldo tirou o goleiro do gol e tocou por cima dele, cobrindo-o espetacularmente de fora da área marcando o gol. O ex-goleiro e comentarista da Rádio Itatiaia na época, Kafunga, ficou tão maravilhado que mandou fazer uma placa homenageando o gol, hoje afixada no hall de entrada do estádio Mineirão (assista o gol abaixo)


Seleção Brasileira e Problemas no joelho

Reinaldo tinha garra, e como era rápido e habilidoso, sofria muito com os zagueiros que batiam sempre nos seus joelhos.

Logo depois do Campeonato Brasileiro de 1977, Reinaldo foi considerado o maior jogador de Minas Gerais.

Mostrando um futebol de gênio o nosso Reinaldo foi convocado para jogar a Copa do Mundo do ano seguinte. Jogou apenas três jogos pela Seleção e depois da Copa foi fazer nova cirurgia nos Estados Unidos.

Reinaldo ficou um ano sem jogar, e na volta dele foi marcado um amistoso contra o Santos no Mineirão. Antes do jogo todas as luzes foram apagadas e a torcida acendeu isqueiros para iluminar a volta do craque.

Em 82 "O Rei do Mineirão" como era conhecido foi convocado para a Copa do Mundo mais uma vez, mas pelos seus problemas no joelho ele foi cortado da escalação.

Em operações sucessivas, Reinaldo sofreu duas intervenções cirúrgicas no joelho esquerdo. Extraiu, na primeira, o menisco interno; na segunda, o externo.Com isso, Reinaldo era obrigado a treinar todos os dias sem folga, pois seus músculos podiam tender à atrofia, se parados. Reinaldo era tratado pelos melhores médicos da época e chegou a buscar ajuda na religião, na parapsicologia e até no espiritismo para ajudar no seus sérios problemas de lesões.

Após o período de recuperação Reinaldo treinava exaustivamente mas o seu futebol de antes demorou a voltar e a cobrança por parte da diretoria e da torcida começou a aparecer.

O futebol de Reinaldo demorou, mas voltou a aparecer, não como antes, mas mesmo assim era ídolo da torcida do Galo que queria de qualquer jeito ele de volta na Seleção. A massa até fez uma passeata em pleno centro da cidade carregando o jogador nos ombros. Nada ajudou.

Fim de uma curta e brilhante carreira

Depois de várias operações no joelho Reinaldo deixa o Atlético em 1985 e vai para o Palmeiras, onde ficou apenas três meses e não marcou nenhum gol. Em 1986 Reinaldo jogou pelo Alvinegro Amazonense, o Rio Preto, fez 6 partidas e marcou 2 gols. Depois disso Reinaldo voltou para Belo Horizonte, mas veio para jogar com a camisa do Cruzeiro, só que diferente do Atlético ele não brilhou por lá e jogou apenas 2 partidas e não marcou nenhuma vez.

Depois de muito tempo sem atuar e muito tempo sem mostrar aquele futebol que mostrou no Galo, o Rei foi jogar fora do país. No desconhecido BK Häcken da Suécia, mas depois de muito pouco tempo foi defender o SC Telstar da segunda divisão holandesa.

E foi lá que Reinaldo encerrou sua brilhante carreira. Em 1988, aos 31 anos, em decorrência de inúmeras lesões no joelho Reinaldo decide aposentar.

Sua última partida foi contra o Ajax da Holanda, atuando pelo Atlético, na data de 11 de Agosto de 1985, o resultado final dessa partida foi Ajax 4 x 1 CAM.

Alguns diziam que se não fosse pelas lesões Reinaldo poderia ter sido maior que Pelé.

Em uma entrevista em 2001 Reinaldo disse:"Passei dez anos jogando com o joelho inchado e sendo artilheiro. Só tirava o gelo
para entrar em campo."

Alguns dados do Rei

O "Rei do Mineirão" ou simplesmente "Rei" é considerado o maior ídolo e maior artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro com 255 gols em 475 partidas.

Maior artilheiro do clássico "RapoGalo" com 16 gols.

Maior artilheiro da história do Mineirão.

Reinaldo foi o artilheiro com maior média de gols em um único Campeonato Brasileiro (28 gols em 18 partidas) em 1977

Títulos:

1975 - Taça Minas Gerais pelo Atlético

1975 - Taça Minas Gerais pelo Atlético

1976 - Taça Minas Gerais pelo Atlético

1976 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1976 - Torneio Conde de Fenosa (Espanha) pelo Atlético

1977 - Torneio de Vigo (Espanha) pelo Atlético

1978 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1978 - Campeão dos Campeões do Brasil pelo Atlético

1979 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1980 - Torneio Costa do Sol (Espanha) pelo Atlético

1980 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1981 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1981 - Torneio Brasília 21 Anos pelo Atlético

1982 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1982 - Torneio de Paris (França) pelo Atlético

1982 - Torneio de Bilbao (Espanha) pelo Atlético

1983 - Campeonato Mineiro pelo Atlético

1983 - Torneio de Berna (Suíça) pelo Atlético

1984 - Torneio de Amsterdã (Holanda) pelo Atlético

1985 - Campeonato Mineiro pelo Atlético


Pela Seleção Reinaldo jogou 37 partidas, marcando 14 gols, indo à Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

Confira gols feito por Reinaldo em sua carreira vitoriosa:



Viva o Rei

Viva José Reinaldo de Lima

“Rei, rei, rei, Reinaldo é nosso Rei”


Imagens: Web Galo
Fonte: Galo Digital